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Vaga lembrança

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  Vaga lembrança De tudo o que já foi esquecido restou de mim apenas a vaga lembrança daquilo que se apagou. Eu costumava cantar aos quatro ventos que jamais perderia o valor de nenhum dos meus rebentos. Acreditei que quando crescidos eu ainda seria lembrada  ao menos naquelas datas em que o afeto é celebrado. Que engano… Quanta decepção. Hoje me sinto somente  uma vaga lembrança, entre tantas coisas que o tempo levou. Talvez eu não tenha sido boa mãe, boa amiga… é a conclusão que me visita. Não sei se estás apenas distraído ou se o tempo trouxe distância. Só sei que, no silêncio do dia, me pergunto em que momento me tornei lembrança tão pequena. Sandra L Felix de  Freitas 08/03/2026

A teimosia de continuar

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A teimosia de continuar A dor de um sorriso triste, mas indispensável — não por máscara, mas por sobrevivência é amor-próprio, à força aprendido. Um sofrer assumido que sustenta o corpo ereto, equilibrado no alívio manso da lágrima que rompe o medo e desce pela face como mal guardado segredo. A mente, inquieta, persegue memórias, revirando os cômodos da alma, tentando entender os silêncios, palavras a mais, ou ditas tarde demais, gestos que não vieram, aquilo que foi e o que nunca chegou a ser. O tempo passou sem pedir licença. Tudo mudou de lugar. Nada parece fazer sentido, mas tudo explica as distâncias, as indiferenças, as ausências que ecoam. Houve dias de esforço, de tentativa de agradar , de caber, de ser perfeita ao olhar. Não foi suficiente.  A alegria restante murchou em silêncio. Perdeu o vão, o voo e o norte, e caminhou perigosamente flertando com o fim. Achou ter fechado os olhos por um sopro de tempo, mas foi o bastante para perder o momento em que tudo se quebrou. Hoj...

Zolpiden

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De repente, tudo escureceu. Sem razão aparente, tudo perdeu o sentido. Já não havia alegria, tampouco disposição para mexer o corpo, para mover a alma. De repente, tudo perdeu o brilho. Não havia nuvens espessas, mas o céu pesava como chumbo. Era dia e era noite, era refúgio e martírio, amparo e açoite. E no meio desse breu, surge um recurso, não como cura, mas como porta estreita para longe do barulho do mundo. Uma breve fuga, da ausência de coragem de enfrentar o vazio do dia a dia. E, de repente, fez-se caverna — um silêncio denso, lugar onde ninguém entra, onde até os próprios pensamentos andam descalços, Zolpiden. Mas o alívio é curto, como sopro que apaga e reacende a mesma dor. Ainda assim, há algo — um fio tênue, quase invisível — que insiste em não romper. Um fio teimoso, delicado, mas obstinado, que recusa o fim. Talvez seja memória, talvez seja fé, talvez seja apenas uma dobra do tempo, um quase nada secreto, onde o coração se esconde quando não sabe continuar. Sandra L. F. ...

Retoma o teu voo

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  Fonte da imagem: IA Retoma o teu voo É fato que as dificuldades que encontras no caminho muitas vezes te fazem pensar em desistir, acomodar… Mas nunca é tarde para retomar teus planos e sonhos. Lembra-te: a felicidade não é destino — é o caminho. Falhar não é o fim, é apenas uma pausa entre dois voos. A cada tentativa, há aprendizado, crescimento e fé. Mesmo quando o cansaço pesa, ou quando a vida parece ter fugido do rumo, ainda há em nós uma centelha — um chamado silencioso para recomeçar. E quando enfim compreendemos que até mesmo os tropeços nos ensinam a andar, renasce em nós a coragem de abrir as asas outra vez e seguir adiante, com o coração mais sábio e a alma mais serena. Sandra L. Felix de Freitas  23/10/2025