Radio Grooveshark

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Pluralidade



Pluralidade

O que é ser poetisa?
Será perder-me em dores
Num
amor imaginado
Criando fantasias
Em versos de poesias?
Nada sei sobre isso.
Mas reconheço, falo língua sem tradução.
Minhas poesias não têm explicação.

Levo dentro da alma
Sonhos, alegrias, saudades e tristezas.
Prendo, apreendo no peito,
Momentos, sentimentos
Teimosos, conflitantes,
Nem sempre meus.
Transpiro amor.

Viajo no vapor da minha imaginação.
Pairo por sobre a cidade
E fico a observar
Pedaços aqui e acolá
De versos que vou cantar.
Num instante sou luz,
Noutro perdição.
Visto-me de névoa, desnudo a alma
Revelo segredos que nunca foram meus.

Em alguns versos sou
A mulher triste,
Que por amor implora.
Em muitos sou a amiga
(que na verdade existe) onde seus olhos choram.
Em outros sou a rainha que os súditos adoram.

Sou capaz de chorar e sorrir
Numa mesma (com)versa.
Mas cá com meus botões...
Com toda essa pluralidade do viver e do sentir
Quem sou eu na verdade?
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste: Sou poeta.
(Motivo – Cecília Meireles)

Sandra L. Felix de Freitas®