Postagens

Mostrando postagens de 2012

Considerações de uma mãe sobre O SER PAI

Imagem
É fácil criticarmos os pais, especialmente quando somos jovens. Os filhos descobrem muito cedo que o pai não é um poço de virtudes... Eles erram muito e, dificilmente fazem algo que nos agrada. Na cabeça dos filhos, principalmente na infância e adolescência, existem apenas dois tipos de pai: aquele que fica em casa por tempo demais, ou seja, trabalha pouco e incomoda muito, ou aquele que trabalha demais, ou seja: o pai ausente. E esse “pai ausente” tem uma chance maior de “errar” com os filhos, ora por serem tolerantes demais com os filhos, por culpa de não estarem juntos por mais tempo, ora por impaciência, relacionada à irritação, cansaço e estresse profissional. E às vezes o pai, especialmente o “ausente” sente-se excluído demais da vida dos filhos, a ponto de não saber o que se passa com os mesmos. Esse fato o magoa demais, mas ele já não sabe como se aproximar. Ele tenta, mas já não conhece os filhos. E quanto mais tenta, mais os afasta. E sofre, na maioria das...

Da Vida Que Não Vivi

Imagem
Da Vida Que Não Vivi DA VIDA QUE NÃO VIVI Amanheceu. Mais um dia começa. O sol desponta ao longe, tímido… sem pressa. Nuvens pesadas vestem o céu com um manto sombrio que chora em silêncio seu pranto frio. A chuva fina sempre me traz esse velho sentimento: vazio… perda… ausência de alento. Nessas horas percebo como me sinto perdida — caminhando sozinha num canto esquecido da vida. Afogo-me, lenta e dolorosamente, no mar escuro das lembranças que, até hoje, não sei se foram luz ou sombras. Fui apenas vivendo, deixando a vida passar sem saber se era feliz. Hoje, presa no tempo, no espaço, acordei com as memórias da infância… Sonhava ser tanta coisa: bailarina, flautista, pianista… ficar bonita… Queria conhecer o mundo, atravessar desertos, ver de perto Luciano Pavarotti, viajar no espaço, ser astronauta… Mas descobri, com dor calada, que a saudade mais funda é da vida não vivida. Pergunto ao meu coração: seria capaz de voltar no tem...

É assim que eu sou!

Imagem
É assim que eu sou! Sou assim, sincera, falo o que penso na hora que eu quero. Não fique tenso, pois é assim que eu sou! Sou assim, impulsiva, talvez um pouco explosiva, mas sem fingimentos. Tenho meus bons e maus momentos, mas... É assim que eu sou! Sou assim, mulher amorosa, meiga e carinhosa. Mas, não pise na bola pois vou na tua cola e falo o que penso. É assim que eu sou! Sandra L. Felix de Freitas ®

Tirando a Máscara

Imagem
Tirando a Máscara  (Sandra L. Felix de Freitas) Estou aqui repensando e repassando essa história que todo poeta é um fingidor, e que versa sobre dores e amores, que nem sempre sente... Então resolvi fazer hoje, uma coisa diferente. Ao invés de poetar, vou sair do labirinto, e arrancar de vez, essa máscara que cobre, protege meus sentimentos profundos e verdadeiros. Pois se falo de amor, amizades, saudades e desejos... Falo somente daquilo que sinto.

Bons profissionais

Imagem
“Os bons profissionais sempre nos marcam positivamente, não importando a simplicidade de suas ações, desde que realizadas com dedicação, competência e amor”. Sandra L. Felix de Freitas

Porque Escrevo?

Imagem
Porque Escrevo? Escrever para mim funciona assim... É como me alimentar ou respirar. Forma simples que encontrei de através do meu canto, do meu “juntar palavras”, poder lavar a alma enxugar meu pranto das tristezas e incertezas que em meu ser habitam. Tenho por mania expor sempre com transparência meus sentimentos mais profundos, sejam eles feios ou belos, de dor, amor, ou alegria, nos versos singelos de minhas poesias. Ao contato do amor, todos se tornam poetas. (Platão) Sandra L. Felix de Freitas®

Pluralidade

Imagem
Pluralidade O que é ser poetisa? Será perder-me em dores Num amor imaginado Criando fantasias Em versos de poesias? Nada sei sobre isso. Mas reconheço, falo língua sem tradução. Minhas poesias não têm explicação. Levo dentro da alma Sonhos, alegrias, saudades e tristezas. Prendo, apreendo no peito, Momentos, sentimentos Teimosos, conflitantes, Nem sempre meus. Transpiro amor. Viajo no vapor da minha imaginação. Pairo por sobre a cidade E fico a observar Pedaços aqui e acolá De versos que vou cantar. Num instante sou luz, Noutro perdição. Visto-me de névoa, desnudo a alma Revelo segredos que nunca foram meus. Em alguns versos sou A mulher triste, Que por amor implora. Em muitos sou a amiga (que na verdade existe) onde seus olhos choram. Em outros sou a rainha que os súditos adoram. Sou capaz de chorar e sorrir Numa mesma (com)versa. Mas cá com meus botões... Com toda essa pluralidade do viver e do sentir Quem sou eu na verdade...

Fica valendo na amizade

Imagem
FICA VALENDO NA AMIZADE Falar sempre a verdade  custe o que custar seja no falar ou ao ouvir. Estar sempre que possível a postos para ajudar o amigo em sofrimento. Ter um sorriso escondido para mostrar no momento em que achar merecido. Pois um bom amigo é o ombro ofertado, o bálsamo suave e perfumado é também sorriso gratuito, mão forte, anjo da guarda, é o sonhar e o acordar é também pura e simples fantasia. E quando o caminho é escuro o amigo é nossa estrela guia. Sandra L. Felix de Freitas®

O Mar Que Navego

Imagem
O Mar Que Navego Neste mar que navego Sou onda inversa Não ouço mais o vento Nem o cantar dos pássaros Viajo no tempo Contando migalhas Do que ainda resta Na memória desgastada Pelo tempo e sofrimento. No mar que navego Sou prisioneira Sem algemas. Vou seguindo a escuridão Que me cerca Por todos os lados E estreita em braços Tão fortes que parecem Laços que me fazem posse . No mar que navego Sou barco solitário Sem rumo sem prumo. Não tenho destino Só o desatino De uma garganta estéril Sem palavras e fantasias Do fim da poesia... Sandra L. Felix de Freitas

Sem chance para nós dois

Imagem
Sem chance para nós dois O Destino, talvez por capricho, ou por simples brincadeira, nos fez chegar a um mesmo lugar. Mas por mais que tente não consigo, de você me aproximar. Pois mesmo em nossas semelhanças somos diferentes: você é óleo, completo, denso. Eu, a água, sem odor, sem sabor... E volátil que sou sinto que aos poucos vou me dissolvendo, quebrando-me evaporando... Misturando-me às milhares de outras partículas de vapor penduradas no céu de anil, formando nuvem densa que levada pelo vento um dia desabará sob a forma de chuva sobre flores, riachos... E talvez, pequeninas gotas do que fui cairão mansamente sobre sua face, seus cabelos, sobre teu corpo suado... Fazendo-lhe sorrir. mas ainda assim, não haveremos de nos fundir, pois, serei eu, apenas gotas de água, e você, meu amado, continuará sendo o óleo, completo, denso e repleto. Sandra L. Felix de Freitas â MS - 02/01/2005.