Radio Grooveshark

domingo, 3 de março de 2013

O mar que navego


O mar que navego

 Neste mar que navego
sou onda inversa
não ouço mais o vento
nem o cantar dos pássaros
viajo no tempo
contando migalhas
do que ainda resta
na memória desgastada
pelo tempo e sofrimento.

No mar que navego
sou prisioneira
sem algemas.
Vou seguindo a escuridão
que me cerca
por todos os lados
e estreita em braços
tão fortes que parecem
laços que me fazem posse.

No mar que navego
sou barco solitário
sem rumo sem prumo.
Não tenho destino
só o desatino
de uma garganta estéril
sem palavras e fantasias
do fim da poesia...

Sandra L. Felix de Freitas®
27/07/2005